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#16 - Metaverso

  • Foto do escritor: Debate no Café
    Debate no Café
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

Bem-vindos a mais um episódio do Debate no Café.


Imagine poder assistir a um clássico de futebol no estádio, na melhor cadeira, sem sair de casa, ou se teletransportar para um museu do outro lado do mundo com apenas um clique. Hoje, o tema é o metaverso, esse mundo paralelo que parece saído da ficção científica, mas que já gera grandes oportunidades e dúvidas reais.


Para desvendar esse universo, Márcio Oliveira e Thiago Mistro Pierozzi recebem Rafael Rodrigo Leitão, um entusiasta do tema com mais de 15 anos de experiência em marketing digital e liderança em inovação. Rafael, que atualmente atua na LG, possui vasta expertise em estratégia de negócios, gestão de produtos e transformação digital.



O que é, afinal, o Metaverso?

Márcio inicia o debate questionando se o metaverso é apenas uma "bola da vez" ou algo que veio para ficar, lembrando que ambientes 3D não são exatamente uma novidade. Rafael explica que o metaverso não deve ser confundido apenas com um jogo ou realidade virtual. Segundo ele, o metaverso é um meio, um comportamento que faz parte da nova era da Web 3.0.


Rafael cita um dos maiores especialistas no tema, Matthew Ball, para definir que o metaverso depende de pessoas, culturas e representatividade social para funcionar. Não se trata apenas de entrar em um ambiente digital para comércio ou lazer, mas de estabelecer uma relação social onde o físico é representado fielmente no digital.


Thiago concorda e acrescenta que a inovação por trás desse conceito exige uma estratégia robusta. Para Thiago, o produto metaverso precisa estar integrado a uma visão de gestão de equipe e transformação digital, onde a tecnologia serve como facilitadora da experiência do usuário.


Desafios Tecnológicos e Econômicos

Márcio levanta pontos cruciais sobre a infraestrutura necessária: "Como vamos consumir lá dentro? Qual será a moeda? Pagaremos com Bitcoin ou Euro?". Rafael admite que ainda estamos em uma fase embrionária, comparável ao início da internet (Web 1.0).


A dificuldade tecnológica é real. Márcio observa que os equipamentos atuais, como os óculos de realidade virtual, ainda são incômodos e caros. Rafael complementa que a capacidade de conectividade, como o 5G no Brasil, e a renderização de imagens de alta qualidade em smartphones ainda são barreiras significativas para a tecnologia se popularizar.

No campo econômico, surge o conceito de NFT (Non-Fungible Token). Rafael explica que o NFT é um ativo digital que garante exclusividade e legitimidade a itens dentro do metaverso, utilizando a segurança do blockchain. Thiago pontua que essa inteligência artificial e a IA aplicada aos contratos inteligentes (Smart Contracts) trarão uma mudança estratégica na forma como as empresas realizam transações no ambiente digital.


O Impacto nas Marcas e Casos de Sucesso

Thiago questiona quais seriam os grandes cases que já demonstram o potencial do metaverso. Rafael destaca que marcas como a Nike já estão operando dentro do Roblox, não apenas fazendo publicidade, mas criando uma comunidade e incentivando a prática esportiva gamificada entre os jovens.


Outro exemplo mencionado por Rafael foi um projeto que ele liderou na GE (General Electric), onde criaram um showroom digital para médicos conhecerem equipamentos de alta tecnologia através de seus avatares, permitindo até a interação com vendedores em um ambiente lúdico e funcional. Ele também cita a TIM e a própria LG como empresas que estão desbravando esse ecossistema através de lojas virtuais e presença em jogos como Fortnite.


Thiago reforça que, para qualquer empresa, a entrada nesse mundo deve ser precedida por uma estratégia de marketing clara. Não adianta investir em tecnologia se não houver uma proposta de valor para a comunidade e uma gestão eficiente da presença digital.


Entre o Entusiasmo e o Ceticismo

O debate também aborda as preocupações éticas e sociais. Rafael cita a obra Snow Crash, de Neal Stephenson, e filmes como Matrix e Jogador Nº 1 para ilustrar como a identidade no mundo virtual pode ser drasticamente diferente da real. Márcio expressa preocupação sobre como as empresas segmentarão esse novo cliente, que pode ter desejos e comportamentos totalmente distintos no metaverso.



A questão da regulação também é um desafio. Márcio questiona como serão aplicadas as leis e punições para crimes cometidos nesse ambiente virtual. Rafael acredita que, inicialmente, as próprias comunidades criarão seus mecanismos de moderação, como já ocorre em jogos como League of Legends, mas que a legislação digital precisará evoluir muito.


Thiago Mistro Pierozzi encerra sua participação destacando que, apesar do ceticismo natural, a inovação é um caminho sem volta. Ele ressalta que a combinação de inteligência artificial e a criatividade humana será o diferencial para que o futuro do digital seja sustentável e verdadeiramente transformador para a sociedade.


Márcio Oliveira finaliza agradecendo a contribuição de Rafael e reforçando que, embora ainda existam muitas dúvidas, o equilíbrio entre entusiasmo e cautela é o melhor guia para navegar nessas novas águas virtuais.


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