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#19 - Qualquer empresa pode ser uma Fintech

  • Foto do escritor: Thiago Pierozzi
    Thiago Pierozzi
  • há 19 horas
  • 4 min de leitura

Seja muito bem-vindo a mais um episódio do Debate no Café!

Hoje mergulhamos em um tema que tem transformado o mercado: a ascensão das fintechs e como o modelo de "fintech as a service" permite que praticamente qualquer empresa ofereça serviços financeiros. Para este papo, recebemos um convidado de peso com uma trajetória brilhante no ecossistema de consultoria e tecnologia.


Márcio Oliveira inicia o debate apresentando o conceito que une o setor financeiro à tecnologia para oferecer soluções superiores ao cliente final. Ele questiona se, no cenário brasileiro atual, qualquer empresa pode se tornar uma fintech sob encomenda, oferecendo cartões e contas digitais aos seus próprios clientes.


Ao lado dele, Thiago Mistro Pierozzi introduz o convidado do dia: John Paz, atual CEO e General Manager da Pomelo no Brasil. John possui MBA pela Wharton, com passagens estratégicas pela BCG e Lime, trazendo uma visão profunda sobre como construir soluções escaláveis que resolvem dores reais do mercado.


John Paz expressa seu entusiasmo pelo momento histórico de transformação que a América Latina vive, o que possibilita que diversas fintechs escalem seus negócios. Márcio então abre a discussão perguntando como uma empresa que não nasceu no setor financeiro pode criar um produto nesse segmento.



John explica que a palavra "fintech" é a junção de finanças e tecnologia. A parte de finanças refere-se a atividades reguladas pelo Banco Central, enquanto a tecnologia foca no diferencial digital e na infraestrutura para que o serviço chegue à palma da mão do usuário, sem a necessidade de agências físicas. Ele destaca que a Pomelo atua justamente nessas duas frentes: oferecendo a camada regulatória e a tecnologia necessária para transacionar dinheiro e emitir cartões.


Nesse ponto, John cita o autor Bill Gates, que já em 1994 afirmava que "serviços financeiros são necessários, os bancos não". Essa visão sustenta a ideia de descentralização, onde a infraestrutura tecnológica complexa pode ser fornecida por players como a Pomelo, permitindo que as empresas foquem na jornada do seu consumidor.


Thiago intervém destacando que a transformação digital no Brasil ainda enfrenta o desafio dos desbancarizados, que somam mais de 30 milhões de pessoas. Ele questiona como a estratégia das fintechs e a inovação tecnológica podem acelerar a inclusão financeira, especialmente com o advento do Pix.


John reforça que a descentralização é a chave. Antigamente, a barreira de entrada eram as agências físicas e critérios bancários rígidos. Hoje, com smartphones e internet, as fintechs utilizam tecnologia para segmentar serviços para as classes C, D e E, focando em dores específicas de cada público. Ele introduz o conceito de "embedded finance" (finanças embarcadas), defendendo que qualquer empresa pode ser uma fintech ao integrar serviços financeiros para seus clientes, fornecedores e funcionários.


Márcio pondera se essa tendência não transforma empresas de varejo, que antes apenas emitiam cartões próprios, em bancos de fato. John esclarece que o cenário atual vai além: marketplaces agora criam contas para seus fornecedores transacionarem, e aplicativos de mobilidade oferecem cartões com benefícios específicos para motoristas. Isso cria uma nova linha de receita e uma vantagem competitiva estratégica para essas empresas.


Thiago observa que essa gestão de ecossistema permite que uma empresa use a tecnologia para oferecer crédito aos seus parceiros, baseando-se em dados de confiança que ela já possui, gerando um ciclo virtuoso de crescimento. Ele questiona se existem casos focados no público interno, ou seja, na equipe de colaboradores.

John menciona que, além da tradicional conta salário, a inovação digital permitiu o surgimento de produtos como a antecipação de salário a juro zero, facilitando a vida do funcionário sem a necessidade de empréstimos burocráticos.


Sobre o modelo de negócio, John explica que a Pomelo busca remover barreiras de entrada, eliminando custos de setup (implementação) e focando em uma tecnologia modular via APIs. A empresa cuida desde a validação de identidade e prevenção de fraude até a logística física de emissão de cartões. O modelo é baseado em compartilhamento de receita (revenue share) e custos por transação, alinhando os incentivos entre a Pomelo e seus parceiros.


Márcio pergunta se a Pomelo se considera uma fintech. John afirma categoricamente que sim: uma fintech que possibilita a existência de outras fintechs e empresas inovadoras. Ele finaliza contando que a Pomelo, em apenas um ano, captou 45 milhões de dólares e já conta com uma equipe de 200 pessoas em toda a América Latina, com forte foco em atração de talentos para continuar a revolução do mercado.



Ao encerrar, Márcio Oliveira destaca como essas soluções de infraestrutura tecnológica melhoram o relacionamento e a fidelização do cliente final. Thiago Mistro Pierozzi agradece a participação de John e reforça a importância de acompanhar essas movimentações para qualquer estratégia de negócio moderna.


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