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#23 - Marca Pessoal

  • Foto do escritor: Debate no Café
    Debate no Café
  • há 21 horas
  • 4 min de leitura

No episódio de hoje do Debate no Café, mergulhamos no universo da marca pessoal e como ela se tornou o ativo mais valioso para profissionais que buscam independência e relevância no mercado atual.


Márcio Oliveira (LinkedIn): Qual foi seu último post nas redes sociais? Você se lembra da mensagem que transmitiu? E na sua última reunião, como você se comportou? Se a resposta for "não", você pode não estar dando a atenção necessária à sua marca pessoal. Uma marca forte possibilita maiores ganhos, novos acessos e independência. Hoje, recebemos Ricardo Dalbosco, mentor e estrategista de marcas de executivos em quatro continentes.


Thiago Mistro Pierozzi (LinkedIn): Seja muito bem-vindo, Dalbosco. É um prazer ter você aqui para discutir como a tecnologia e a transformação digital estão mudando a forma como líderes gerenciam sua imagem. Queremos entender como aplicar uma estratégia de marca pessoal que gere inovação na carreira e fortaleça a gestão da nossa equipe e do nosso produto principal: nós mesmos.


Ricardo Dalbosco: Obrigado pelo convite, Márcio e Thiago. É um prazer estar em casa. Vamos falar sobre como construir autoridade moral, algo que vai muito além de apenas ter visibilidade digital.



Márcio: Dalbosco, vivemos em uma era de influenciadores e YouTubers para todos os lados. Por que é tão crucial, neste cenário, não apenas ter visibilidade, mas cuidar profundamente da nossa marca?


Ricardo Dalbosco: Muita gente busca visibilidade apenas por ego, o que chamo de métricas de vaidade. Se não houver algo profundo, como um propósito de impactar positivamente seu segmento, esse processo não é sustentável e pode até afetar a saúde mental quando os "likes" diminuem. A visibilidade é apenas o começo. Para chegar à autoridade moral, passamos por etapas: visibilidade, respeito, admiração e reputação. Quando você atinge a autoridade moral, você se torna a primeira opção na mente do cliente quando ele tem uma dor para resolver.


Thiago: Isso é fundamental, Dalbosco. No mundo da tecnologia e da transformação, vemos muitos "gurus" que vendem uma promessa digital vazia. Como o profissional pode garantir que sua estratégia de marca não seja apenas uma "embalagem" sem produto real por trás? É preciso ter uma gestão de marca que reflita a entrega real para a equipe e para o mercado.


Ricardo Dalbosco: Exato, Thiago. O problema é quando as pessoas criam um personagem e começam a acreditar nas próprias mentiras. Isso queima o profissional no médio prazo. Outro ponto crítico é o profissional que vincula sua marca apenas ao CNPJ da empresa onde trabalha. Se o seu sobrenome passa a ser apenas o nome da empresa, você corre um risco estratégico enorme. Quando você sai da empresa, o que sobra? A marca pessoal forte gera a independência de que você falou no início: a liberdade de escolher onde estar e com quem trabalhar.


Márcio: Você mencionou que qualquer um pode desenvolver uma marca pessoal, desde que não seja um "bunda mole", ou seja, alguém sem atitude para assumir o protagonismo da própria história. Mas existe um público específico que se beneficia mais, como médicos ou dentistas?


Ricardo Dalbosco: Historicamente, profissões regulamentadas como medicina e advocacia dependiam de indicações ou de ter muita gente trabalhando para você para crescer. Hoje, com o marketing digital, esses profissionais podem construir nomes tão fortes que sua "hora-homem" passa a valer muito mais, tornando-os independentes de convênios ou planos de saúde que pagam pouco. Eles passam a ser proativos na escolha de seus clientes, em vez de reativos.


Márcio: E quanto à autenticidade? Imagino que construir isso leve tempo e qualquer deslize possa arranhar a reputação.

Ricardo Dalbosco: Ninguém chuta cachorro morto, Márcio. Se você está crescendo, vai incomodar os "curiosos, invejosos e perigosos". Por isso, ter um mentor ou estrategista ajuda a mitigar riscos nesse ambiente digital tão sensível. O cancelamento acontece muitas vezes quando a pessoa foge da sua "linha mestra" original.


Thiago: Falando em ambiente digital, o LinkedIn é uma plataforma essencial para essa estratégia de marca. Como as pessoas podem usar essa tecnologia sem cair na tentação de "turbinar" o currículo com informações que não sustentam na hora de uma conversa estratégica com um RH experiente?


Ricardo Dalbosco: O papel aceita tudo, Thiago, mas o mercado gabaritado decifra a verdade em cinco minutos de conversa. Para uma marca ser sólida, ela precisa de três pilares: autoconhecimento, estratégia e empenho. Sem se conhecer, você acaba criando um "avatar" que não consegue sustentar. Isso gera um desgaste mental imenso, pois o seu "eu verdadeiro" não sobrevive no metaverso da bajulação digital.


Márcio: Dalbosco, o autor Alvin Toffler dizia que o analfabeto do século XXI não é quem não sabe ler, mas quem não consegue aprender, desaprender e reaprender. Se alguém já construiu uma imagem e quer fazer uma transição ou reposicionamento, é possível?


Ricardo Dalbosco: É possível, mas o reposicionamento de marca pessoal é mais difícil que a construção inicial devido à base de público já formada. Se você muda radicalmente de área, seu público atual pode não ter interesse no novo conteúdo. Por isso, quanto antes você buscar o autoconhecimento para alinhar sua rota, melhor. Dinheiro pode acelerar a visibilidade, mas a consistência e a frequência são o que realmente mudam a percepção na mente do consumidor.


Thiago: Estamos chegando ao fim, e fica claro que a marca pessoal é uma ferramenta de inovação constante na carreira. Gerenciar nossa imagem com inteligência artificial ou qualquer nova tecnologia só funciona se houver verdade e uma transformação real na vida de quem nos acompanha.


Ricardo Dalbosco: A mensagem final que deixo é: quantas oportunidades você está deixando na mesa por ser invisível ou por não ser considerado uma autoridade moral? O valor que as pessoas percebem em você determina os convites e negócios que chegam até sua mesa. Tomar as rédeas da sua marca pessoal é uma atitude que só você pode tomar.


Márcio: Dalbosco, muito obrigado pelas dicas valiosas. Thiago, obrigado por mais um debate enriquecedor.


Thiago Mistro Pierozzi: Valeu, Márcio Oliveira. Foi uma aula sobre estratégia e gestão de carreira no mundo digital.


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